Archive for October, 2004

3 é 10R$

Tuesday, October 19th, 2004

Eu assumo. Eu compro CDs pirata. Tanto CD de música quanto CD de jogos. Os motivos que me levam a fazer isso são vários, mas os motivos não são tão importantes. Acho que o principal seria dar uma solução para isso.

Em relação a jogos de computador, seria muito mais fácil diminuir a pirataria. Bastaria que todo jogo tivesse um modo online que realmente valesse a pena. Que eu me lembre, o único jogo original que eu comprei foi Warcraft 3, justamente pela excelência de seu modo multiplayer. Vale lembrar também que não raro os impostos sobre os artigos de informática batem na casa dos 100%. Dessa forma, um jogo que custe 15$ nos EUA, custariam 45R$ no Brasil, mas devido a impostos bate a faixa dos 90R$, um verdadeiro absurdo. Fala-se tanto em inclusão digital, e fazem uma merda dessas…

Já em relação aos CDs, é notório que uma gigantesca fatia dos ganhos vai parar na mão das produtoras. Aquele cantor (sic), o Lobão, conseguiu sozinho produzir um CD, que quem entende da coisa me disse que ele conseguiu fazer um produto de qualidade. Se não me engano, o CD era vendido no jornaleiro, e vinha junto com uma revista. Acho que o CD e a revista juntos custavam 10R$, um preço justíssimo. Aliás, um preço até abaixo do justo. Outra coisa que encarece muito o preço de um CD é a publicidade investida nele, para que venda como o esperado. Bem, nesse ponto não conheço uma boa solução, mas seria interessante se um grupo de gravadoras criasse um canal de TV e uma estação de rádio própria, de forma que pudessem gratuitamente expor seus produtos e fazer a tão necessária publicidade. Não sei se seria tão fácil conseguir as licenças emitidas pelo governo, mas como o governo se diz tão interessado no combate a pirataria, quem sabe?

Acho que qualquer tipo de repressão no fim da cadeia da pirataria (leia combate aos camelôs), seria em vão. É o mesmo que tentar, para acabar com o consumo de drogas, prender os aviõezinhos. Deve-se atacar a fonte.

Medidas autoritárias como limitar a velocidade dos gravadores de CD caseiros (de forma que apenas pessoas jurídicas pudessem comprar gravadores realmente potentes, facilitando a fiscalização), aumentar os preços das mídias graváveis e re-graváveis, enfim, pode até ser que medidas como essas surtam efeito, não sei.

Acho que o primeiro passo é acabar com a hipocrisia. Ou se combate a pirataria, ou é melhor parar de babaquice. Se for pra ficar de merda, fazendo anúnciozinho entre os trailers dos filmes no cinema, é melhor parar por aí. A essa altura do campeonato, ficar jogando com a consciência da população é besteira.

Como um banco tem dinheiro

Tuesday, October 19th, 2004

Como que o banco tem dinheiro??? Ele usa o que você tem lá?? mas então como que ele empresta grana pros outros?

Pelo que eu aprendi, o banco diz ter 1/3 a mais do que ele realmente tem. Ou seja, o banco mente. Mas isso é noral, é claro que os juros cobrados ajudam pacas, mas mentir é fundamental por que é possível fazer empréstimos e várias outras coisas mais. Como por exemplo, como você acha que deixando dinheiro na poupança, no mês seguinte vc tem alguns centavos a mais?? Simples, esse dinheiro é de várias pessoas que no momento não estão usando.

Por isso que quando um país vai mal das pernas, tem um feriado bancário, por exemplo o que teve na Argentina. Mas porque que tem feriado bancário?? Porque se todo perceber que o país vai mal, vão começar a especular, e talvez algum escroto pode vir e tirar o dinheiro do banco, o que assusta um outro mané que também tira todo seu dinheiro do banco com medo de perder tudo, daí isso dá uma reação em cadeia e se todo mundo resolver tirar o dinheiro do banco, o banco nunca vai conseguir pagar todo mundo, sabem porque???

Exatamente, porque ele diz ter 1/3 a mais do que ele realmente tem!

Pra cortar a onda dos posts tristes

Monday, October 18th, 2004

Eu peidei

Boas lembranças…

Monday, October 18th, 2004

Eu queria falar nesse post sobre saudade. Já vou avisando que não será um texto humorístico, e que não vai ter imagens de bucetas no meio, portanto, se você só veio a procura disto, não leia.

Quase todo mundo já perdeu alguém muito querido. Seja o avô, os pais, ou mesmo um animal de estimação. Nesses casos, claro, é comum sentirmos saudade. Mas não é esse tipo de “sentir falta” que mais me impressiona. Um sentimento que eu tenho, que não compreendo, é quando morre alguém não-querido. Sabe, aquela pessoa por quem você simplesmente tem indiferença? Quando morre esse tipo de gente, que pode ser o filho do zelador do seu prédio, aquele cara que sempre pegava o mesmo ônibus que você, ou mesmo o dono da banquinha de doces que fica na esquina, eu não fico propriamente com saudade. Fico sim angustiado. Não consigo tirar da cabeça que eu nunca mais poderei ver ou ouvir essa pessoa, mesmo sabendo que isso nunca vai fazer a menor diferença na minha vida.

E se não vai fazer nenhuma diferença, por que me sentir assim? Acho que o que fica martelando na minha cabeça é esse sentimento de “nunca mais”. São nessas situações que eu pego o estoque de “nunca diga nunca” que eu guardo na minha cabeça e jogo todo fora, ocupando todas as prateleiras com “só a morte não tem conserto”.

Por fim, termino achando que acabo pensando mais nesses indiferentes quando morrem. Enquanto vivos, eram só mais um indiferente, mas quando se vão, entram para o seleto grupo dos indiferentes mortos.

* se alguém ficou com uma vontade absurda de dizer: “puff… que post gay”, eu entendo perfeitamente…

Descanse em paz

Saturday, October 16th, 2004

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho — um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você…” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Chonfotosongas

Saturday, October 16th, 2004

Eu também olharia... Pornografia para cegos Será que a pessoa não vê que está ridículo???

Falta do que fazer no trabalho???? hehehe.... olha a pose da mulher É O DEMÔNIO!!!

Joãozinho….

Friday, October 15th, 2004

Joãozinho chega da escola e vai direto à geladeira pegar sorvete. Sua mãe entra na cozinha e dá uma bronca:
- Nada disso, Joãozinho. Isso não é hora de tomar sorvete. Está quase na hora do almoço. Vá lá fora brincar.
- Mas, mamãe, não tem ninguém para brincar comigo!
A mãe não entra no jogo dele e diz:
- Tá bom, então eu vou brincar com você. Do que é que nós vamos brincar?
- Quero brincar de Papai-e-mamãe.
Tentando não mostrar surpresa, ela responde:
- Tá certo. O que é que eu devo fazer?
- Vá para seu quarto e deite-se.
Pensando que vai ser bem fácil controlar a situação, a mãe sobe as escadas.
Joãozinho vai até o quartinho, pega um velho chapéu do pai, encontra um toco de cigarro num cinzeiro e o coloca no canto da boca. Sobe as escadas e vai até o quarto da mãe. A mãe levanta a cabeça e pergunta:
- E o que eu faço agora?
Com um jeito autoritário, Joãozinho diz:
- Desça e dê sorvete ao garoto!

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A professora pergunta:
- Do que você mais gosta, Aninha?
- Da mamãe!
E você, Paulinho?
- Do papai!
E você, Joãozinho?
- De xoxota!
- Menino mal educado, você está de castigo! Vá pra casa e escreva 100 vezes:”eu não devo mais falar palavrão”.
No dia seguinte a professora pergunta:
- Joãozinho, você contou pro papai o que você disse ontem na aula?
- Contei!
- E o que ele disse?
- Ele disse que cú também é uma delicia!

Não deu

Friday, October 15th, 2004

Foi mal aê!! ontem não deu mesmo pra postar.

Utilizando-se da categoria Triste faço um post rápido…. e triste :(
Um alemão, lá na alemanha pensa: “to sem nada pra fazer… isso aqui tá um saco” Ele pega a bicicleta se equipa e põe na cabeça que vai então, dar a volta ao mundo andando de bicicleta.
Rodando quase o mundo inteiro, chega aqui no Brasil, mais especificamente em Mato Grosso, e cansado, descança numa pracinha lá em Várzea Grande, quando acorda: “Cade minha bicicleta??”

ROUBARAM!!!! hehehehe…. é foda né… ê brasil…. :(

Mais detalhes aqui

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